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Embora estejamos na era das megaigrejas, com seus tem-plos para milhares de pessoas, a fé cristã é oriunda dos lares. É da família, célula-máter da sociedade e da Igreja. É algo que se vive, independente dos laços sanguíneos, em um con-texto familiar. Jesus pregava às multidões em campos abertos, em montanhas, mas também pregou e realizou milagres nas casas (Mateus 8.14).
A igreja primitiva reunia-se tanto no templo quanto nas casas dos irmãos para Orar, pregar, ensinar, compartilhar(Atos 2.2,46; 5.42; 12.12, etc.). Tal era a ligação da vida da Igreja com os lares que o templo cristão mais antigo (c. 250 d.C.) que se conhece, a igreja de Dura-Europos, na Síria, é na realidade uma casa adaptada para fins religiosos, inclusive com batistério. No decorrer dos séculos, mesmo com a instituição de basílicas e catedrais, os cristãos jamais deixaram de se reunir também nos lares. Este fato teve sua maior incidência em fins do século XX, quando muitas denominações cristãs adotaram as reuniões nos lares, não como mais uma atividade eclesiástica, mas como coluna organizacional de suas igrejas. Longe de ser um modismo, a organização da igreja em Grupos Familiares faz parte da história do cristianismo e se torna um veículo eficaz de unidade, integração, edificação e evangelismo. Tendo isto em vista e com o constante crescimento do número de membros, o Projeto Vida Nova (PVN) começou a trabalhar com Grupos Familiares em 1996, quando a igreja local de Irajá tinha cerca de 500 membros. Nestes treze anos, os Grupos Familiares constituíram-se numa das colunas da denominação. Como sempre afirma o Pr. Luiz Fernando Rezende, responsável pelos Grupos na igreja de Irajá: “Os Grupos Familiares não são mais uma atividade da igreja, mas a igreja em atividade”. Mas, o que é um Grupo Familiar? “Chamamos de Grupos Familiares o ajuntamento de pessoas nascidas de novo, que são membros de uma igreja local, liderados por irmãos treinados, enviados e acompanhados por ela (…) onde nos conscientizamos de que em Cristo nos tornamos membros da família de Deus, cuidando uns dos outros, firmando relacionamentos e estabelecendo vínculos”. Assim descreve o Pr. Isaías de Oliveira Silva na atual revista de estudos bíblicos do PVN, cujo tema é justamente sobre Grupos Familiares. “O Grupo Familiar é importante, pois é um lugar de amizade, de comunhão, onde podemos aprender uns com os outros”, afirma a Dcª. Cristina Fontana (PVN– Irajá), membro de Grupo Familiar. Em sua atual configuração, o Grupo Familiar é constituído de cinco a dez pessoas (podendo chegar a doze), que se reúnem semanalmente, tendo como objetivos a comunhão (relacionamentos sólidos), o ensino (compartilhamento da Palavra) e a multiplicação (evangelismo e consolidação). Não é um ponto de pregação, de estudo bíblico, de discipulado, de oração, de cura interior, etc. Mas, tudo isso pode ser experimentado na sua realização. Em sua estrutura organizacional, o Grupo Familiar tem um líder, um líder em treinamento e o anfitrião, que é de suma importância, pois, sendo hospitaleiro, é responsável por produzir um ambiente físico propício para o fluir de Deus nas reuniões. O líder se reporta a um discipulador que o supervisiona e o orienta quanto a questões inerentes ao Grupo sob sua coordenação. Apesar das reuniões se darem em geral e preferencialmente em residências, um Grupo Familiar pode se reunir, excepcionalmente, também em empresas, em escolas, etc.; em qualquer lugar onde haja o mínimo de condições para que os objetivos sejam alcançados. Lugar de comunhão, adoração, edificação e de gerar filhos para Deus: isto é Grupo Familiar. E você? Já é membro de um Grupo Familiar? * Texto extraido da pagina nº5 da Revista " Projeto Vida Nova - 20 anos". Ano 4 - Numero 16 - Agosto 2009.
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